Blog da Redação

10 momentos inusitados que marcam os 90 anos de São Januário

UOL Esporte

No dia 21 de abril de 1927, o Vasco deu uma resposta triunfal aos clubes rivais que tentaram tirar sua vaga na elite do futebol carioca. Depois de ser campeão com um time formado por jogadores negros e pobres, foi barrado no campeonato sob a alegação de não ter estádio. Eis que, em menos de um ano, os vascaínos se mobilizaram para arrecadar fundos e construíram o maior da América do Sul na época. Há 90 anos, São Januário era inaugurado.

Até 1940, com a construção do Pacaembu, o estádio do Vasco foi o maior do Brasil e palco de momentos gloriosos para o clube – outros nem tanto, como o próprio jogo inaugural vencido pelo Santos por 5 a 3. Ao longo de tantos anos de história, São Januário pôde presenciar certas situações que não acontecem todo dia no futebol. Algumas delas estão listadas a seguir:

1. O primeiro gol olímpico

Divulgação/Site Oficial

A expressão teria surgido em 1928, no jogo da inauguração dos refletores de São Januário entre Vasco e Wanderers, do Uruguai. O time da casa venceu por 1 a 0 com um gol de Santana, que mandou para as redes direto da cobrança do escanteio. O lance foi uma novidade na época, e por isso foi chamado de “gol olímpico”, em referência ao Uruguai, que era o campeão olímpico.

 

2. Futebol e Carnaval

Reprodução

Nas décadas de 30 e 40, as escolas de samba do Rio de Janeiro desfilavam em São Januário. Em dezembro de 1935, houve um fato curioso: o futebol serviu de preliminar para o samba. O Vasco venceu o amistoso contra o Selecionado da Saúde por 2 a 1 e, depois da partida, os jogadores deram lugar aos sambistas, que apresentaram os enredos para o próximo Carnaval em um desfile festivo. A escola vencedora daquele ano seria a Unidos da Tijuca, a mesma que homenageou o Vasco no ano do centenário do clube, em 1998, com Eurico na Sapucaí (foto).

 

3. Sapo enterrado

Flavio Florido/UOL

O jejum de títulos do Vasco entre 1934 e 1945 é atribuído à maldição de Arubinha, ponta-esquerda do Andaraí que teria enterrado um sapo em São Januário. Tudo por causa de um jogo em que o Vasco se atrasou, mas o Andaraí resolveu esperar e abriu mão da vitória por W.O. Os times entraram em campo, e o Vasco venceu por 12 a 0. Tamanha crueldade foi vista como ingratidão por Arubinha, que afirmou: “se existisse um Deus, o Vasco passaria 12 anos sem ser campeão”. Errou por um ano.

 

4. Locutor xinga juiz

Paulo Pinto/AE

Em 1996, o Vasco vencia o Grêmio por 1 a 0 com um a menos, mas o árbitro Oscar Roberto Godói foi generoso nos acréscimos da partida e o time da casa não conseguiu segurar a pressão: gol de Paulo Nunes e empate gremista no finzinho. Walter Miceli, o Jaguaré, locutor oficial de São Januário por 54 anos consecutivos, ficou revoltado e xingou o juiz pelo sistema de som: “Agora pode acabar, seu muquirana”.

 

5. Protesto inusitado da torcida

Andre Arruda/Agência O Globo

Torcedor geralmente só reclama dos erros de arbitragem CONTRA o seu time. No Campeonato Carioca de 1997, aconteceu o oposto em São Januário. O Volta Redonda estava ganhando com dois jogadores a menos. Aos 48 minutos do segundo tempo, nada do juiz acabar o jogo. Aos 49, Ramón empata. Aos 51, Ramón vira, para desespero dos jogadores do Voltaço. O juiz saiu escoltado depois de uma tentativa de agressão, e a torcida vascaína gritava: “É marmelada, é marmelada!”.

 

6. Técnico “inteligente”

Neco Varella/Agência Freelancer

A cena se repete até hoje: torcida cobra o time e chama o técnico de “burro”. Foi o que aconteceu com Antonio Lopes quando ele tirou Viola para colocar Alex Oliveira no jogo contra o Nacional-URU pela Mercosul de 1999. Só que Alex Oliveira fez o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo. Alguns torcedores se arrependeram e começaram a gritar “inteligente, inteligente” perto do banco de reservas de São Januário.

 

7. “Casa” do Flamengo

Reprodução/TV Globo

A última vez que o Flamengo mandou um jogo em São Januário foi no Campeonato Brasileiro de 1996. Se vencesse o Bahia, livraria o Fluminense da degola. O rubro-negro entrou com time reserva e perdeu por 1 a 0, para desespero tricolor. Só que o Fluminense não seria rebaixado naquele ano, por conta da virada de mesa do caso Ivens Mendes.

 

8. A queda do alambrado

Getty Images

Um dos episódios mais lembrados da história de São Januário é também um dos mais tristes. Mais de 160 pessoas ficaram feridas no dia 30 de dezembro de 2000, no jogo de volta da Copa João Havelange contra o São Caetano. Com lotação máxima em uma final de campeonato, o dia poderia ser um dos mais gloriosos para o estádio. Mas um tumulto nas arquibancadas causou uma correria que culminou na queda do alambrado. O jogo foi interrompido e só foi recomeçado em janeiro de 2001, no Maracanã, com vitória vascaína por 3 a 1.

 

9. Técnico-jogador

Bruno Domingos/Reuters

Não é todo dia que se vê um técnico tirar o agasalho para entrar em campo no lugar de outro jogador. Especialmente se este técnico se chamar Romário. Aconteceu em outubro de 2007, no jogo de volta contra o América-MEX pela Copa Sul-Americana. Romário fazia sua estreia como técnico interino depois da demissão de Celso Roth. Aos 20 do segundo tempo, o Baixinho tirou Allan Kardec para a entrada dele mesmo. O Vasco venceu por 1 a 0, mas não foi suficiente para ficar com a vaga.

 

10. O Índio Popó

Arquivo Folha, Reprodução

Donizete Pantera conta que, durante um treino em Manaus com a seleção brasileira, conheceu o Índio Popó, um jovem de 18 anos que precisava impressionar sua noiva e pedia insistentemente uma chance para jogar futebol. O índio chegou a ir até o Rio de Janeiro, pegando Donizete de surpresa. Pois o Pantera levou Popó a São Januário e pediu para Eurico Miranda o deixar treinar, apelando para a superstição: “Doutor, se o índio não treinar, vai dar ruim pra gente”. Pois o Índio Popó recebeu o colete de Antonio Lopes e entrou em campo ao lado de Edmundo e outras feras. Só não quis calçar chuteira. Fez o seu golzinho no treino e voltou feliz para a Amazônia.

Sobre o blog

A equipe de jornalistas do UOL Esporte seleciona para você os fatos mais curiosos, os vídeos mais divertidos e tudo que viralizou nas redes sociais.

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