Canoa polinésia do Taiti se junta a históricas comemorações de nanicos em Copas
UOL Esporte

Crédito: Laurence Griffiths/Getty Images
Eram jogados 9 min. do 2° tempo no Mineirão, quando Jonathan Tehau acertou uma bela cabeçada e vazou o goleiro Enyeama, da Nigéria. Foi a deixa para que toda a seleção do Taiti se juntasse na lateral do gramado e fizesse uma coreografia para celebrar o histórico gol: eles fizeram gestos como se estivessem conduzindo uma canoa polinésia, esporte típico do país – comemoração típica de Marama Vahirua, o único jogador profissional do país, que comemora seus gols assim nos times pelo qual passou na França e Grécia.
A bela e emocionada comemoração ficará marcada como um dos mais bacanas momentos da Copa das Confederações 2013, e já se juntou a outras festas históricas em Copas protagonizadas por seleções ditas nanicas, que sabem que marcar um gol já é um feito e tanto. Relembre abaixo outras emocionantes vibrações, dancinhas e coreografias.
Rashidi Yekini – Nigéria
Rashidi Yekini protagonizou uma das mais belas e tocantes comemorações em Copas do Mundo. Em 1994, o nigeriano marcou contra a Bulgária o primeiro gol de seu país na historia dos Mundiais e, para celebrar, entrou no gol e se agarrou a rede, chorando. A Nigéria venceria por 3 a 0.

Crédito: Reuters
Tshabalala- África do Sul
A África do Sul se tornava o primeiro país africano a receber uma Copa do Mundo, e a festa tomou conta do estádio Soccer City quando Tshabalala marcou um golaço contra o México, na abertura do Mundial. É claro que o meia chamou seus companheiros para uma dancinha, que se tornou um dos marcos daquela Copa.

Crédito: AP
Kaviedes – Equador
Em 2006, o Equador fazia sua segunda participação em Copas. Já havia vencido a Croácia, em 2002, e a Polônia, na primeira partida de 2006, e precisava vencer a Costa Rica para se classificar. Quando Ivan Kaviedes marcou o terceiro gol da seleção sul-americana, que decretou o 3 a 0 e a vaga, foi hora de extravasar o feito histórico. O atacante tirou uma máscara de homem-Aranha do calção, em uma versão amarela, e fez uma bonita festa fantasiado. A comemoração foi uma homenagem a Oblinio Tenório, ex-jogador do país que havia morrido em 2005 e comemorava seus gols assim.

Crédito: AP Photo/Luca Bruno
Papa Bouba Diop – Senegal
Senegal estreava em Copas com um elenco todo formado por jogadores que atuavam no futebol francês. O adversário? A própria França. Então, quando Papa Bouba Diop conseguiu o gol da vitória por 1 a 0, no finalzinho do 1° tempo, a coemoração tinha a obrigação de ser marcante. E foi. Diop tirou a camisa, a colocou no canto do gramado e começou uma dancinha típica do país africano, que foi seguida por seus companheiros.

Crédito: AP Photo/Asahi Shimbun, Satoru Iizuka
Roger Milla – Camarões
Milla roubou a bola do goleiro Higuita, que estava jogando quase como um líbero, e fez o gol que classificou Camarões para as quartas de final na prorrogação, contra a Colômbia, em 1990. Para comemorar, ele foi até a bandeirinha de escanteio e dançou quase um “samba” ao lado. A marcante celebração se tornou símbolo da Fifa, que em em 2010 lançou prêmio de comemoração mais bonita da Copa do Mundo com Milla como protagonista do vídeo promocional, sendo citado como “inspiração”.

Crédito: Fifa/Getty Images
Luis Ramirez – El Salvador
O pequeno país da América central só jogou duas Copas do Mundo: 1970 e 1982. Também só conseguiu anotar um gol, em sua segunda participação. O problema é que o tento foi marcado em uma goleada sofrida para a Hungria, a maior da história das Copas: 10 a 1. Só que esse 1 foi muito comemorado: quando Ramirez marcou, o jogo já estava 5 a 0 para a Hungria, e nem isso impediu o jogador de sair correndo e gritando por todo o campo, enquanto companheiros lhe seguiam tentando abraçá-lo.

Crédito: Reprodução
Kader – Togo
O pequeno Togo chegou a Copa de 2006 em crise. Problemas no acerto sobre premiação quase fizeram os jogadores não entrarem campo, mas eles jogaram e, logo na estreia, chegaram a abrir o placar contra a Coreia do Sul. Foi a deixa para que Kader liderasse seus companheiros, como Adebayor, para uma dança “maluca”. A Coreia acabaria virando o jogo para 2 a 1, mas a dança ficou marcada.

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Earle – Jamaica
A Jamaica estreava em Copa contra a Croácia, em 1998, e j[á perdiam por 1 a 0, quando Robert Earle marcou um belo gol de cabeça. Só que ele surpreendeu: apesar de seu país ser conhecido pela alegria, pelo reggae, ele optou por bater continência na comemoração, de cara séria. Até, é claro, que seus companheiros chegaram e o cobriram com abraços. A Jamaica acabaria derrotada por 3 a 1, mas venceria o Japão na última rodada para não sair em branco do Mundial.

Crédito: AFP/OLIVIER MORIN


O golaço acima, na chamada posição “escorpião” (como a famosa defesa de Higuita, pela Colômbia, em amistoso contra a Inglaterra em 1995), foi feito pelo russo Maxim Ivashchuk, do modesto Zayra Krasnoznamensk, equipe que disputa as divisões regionais da Rússia.