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Vitória polêmica da URSS completa 40 anos, e EUA ainda recusam medalha de prata

UOL Esporte

10/09/2012 10h11


Alexsander Belov e Dwight Jones disputam bola na final polêmica de 1972 (Tony Duffy/Getty Images)

No dia 10 de setembro de 1972, apenas cinco dias depois do atentado contra a delegação israelense nos Jogos de Munique, a final olímpica do basquete masculino ficaria marcada como a mais polêmica da história. Em plena Guerra Fria, a União Soviética venceu o até então imbatível time dos Estados Unidos no segundo final, depois que a arbitragem mandou voltar duas vezes a última jogada.

Quarenta anos depois, os Estados Unidos ainda não aceitaram aquela derrota, e têm recusado, ano a ano, o formulário do Comitê Olímpico Internacional para receber as medalhas de prata, que seguem guardadas em um cofre na sede do COI em Lausanne, na Suíça.

Antes daquela final, os Estados Unidos estavam invictos em Jogos Olímpicos, com 63 vitórias consecutivas e sete ouros seguidos. Depois de um jogo disputado, os norte-americanos viraram o placar para 50 a 49 faltando três segundos. Os soviéticos fizeram a reposição e perderam a posse de bola, mas o técnico reclamou por ter pedido tempo.

Restando um segundo, a União Soviética tentou um passe de longe, mas não conseguiu. Os norte-americanos comemoraram em quadra, mas o jogo ainda não estava acabado. O secretário-geral da Fiba, William Jones, avisou que os soviéticos teriam direito a três segundos, e não apenas um. Na segunda repetição da jogada, Ivan Yedeshko lançou Alexsander Belov, que ganhou dos marcadores e fez a cesta da vitória. Assista a seguir à última jogada daquela partida:

[uolmais type="video" ]http://mais.uol.com.br/view/13281304[/uolmais]

Autor da assistência decisiva, Ivan Yedeshko relembrou a polêmica em entrevista à EFE: "Eles nunca vão reconhecer nossa vitória, apesar de justa e merecida. Nós os vencemos no esporte no qual se consideram reis. Foi uma vergonha para os americanos. Não deram valor à equipe soviética. Enviaram estudantes sem experiência internacional. Todos nos colocavam em segundo, mas o treinador nos avisou que os americanos eram garotos e que podíamos derrotá-los".

Anatoli Polivoda, pivô que viu a jogada do banco de reservas, também destacou a inexperiência do time norte-americano na época: "Os americanos não tinham uma grande equipe, como a atual. Era uma equipe muito jovem. Não eram estrelas e não mereceram a vitória. Por outro lado, nós fomos campeões da Europa e do mundo. Falam que fizemos armadilhas e que a Fiba nos ajudou, mas não é verdade. Porque não defenderam Belov? Podiam ter feito a falta. Eles mesmos são culpados por sua derrota".

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