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Canadense surpreende com vida dupla de ring girl e enfermeira psiquiátrica

UOL Esporte

18/05/2014 06h00

De dia ela veste comportadas roupas brancas e dá toda a sua atenção aos pacientes de uma instituição psiquiátrica. Quando acaba este turno, troca o uniforme por roupas mais ousadas, biquínis e, aos fins de semana, carrega placas de round em ringues de MMA pelos Estados Unidos. Parece difícil de acreditar, mas essa é a rotina atribulada e com carreiras tão distintas que a enfermeira e modelo canadense Alisha Dander leva.

"Enfermeira de dia, modelo, fisiculturista e ring girl de noite", resume ela, em sua página no Twitter. Uma mistura de paixões e de esforço para perseguir seus sonhos e ainda garantir o dinheiro no fim do mês. Ao UOL Esporte, Alisha contou como é essa vida que tem chamado atenção principalmente por seu trabalho do dia a dia, que nada tem a ver com o que os fãs de MMA veem nos eventos em que ela desfila.

Conciliar carreiras é algo habitual para Alisha. Ela começou cedo como modelo, aos 14 anos, e aos 18 passou a trabalhar com saúde mental.

"Essa é minha paixão e minha carreira", diz a loira. "É extremamente recompensador ajudar pessoas e vê-las melhorar e crescer. Ser enfermeira é o que está no meu coração."

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Mas ser enfermeira e ao mesmo tempo aparecer seminua em ensaios pode criar atritos. Assim, Alisha não publica fotos de sua carreira na saúde e evita falar sobre isso quando está trabalhando, por considerar inapropriado misturar os assuntos.

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A surpresa vem quando o seu público no MMA fica sabendo de sua outra faceta. "As pessoas ficam chocadas quando falo que faço tudo isso. Não tenho certeza de que muita gente saiba que sou ring girl e enfermeira, mas quando descobrem, a reação típica é de deslumbre ao saber que tenho trabalhos tão diferentes."

Alisha sonha ir além como ring girl, um trabalho que começou por acaso, quando foi chamada para uma audição e acabou aprovada. Hoje em dia ela desfila em eventos menores, como o AFC e o MFC, ambos nos Estados Unidos, mas quer galgar espaço em organizações de destaque. "Gosto de todas as meninas do UFC, elas são extremamente bonitas e sabem promover o evento. Gosto muito do estilo mais modelo fashion que a garota mais nova, a Vanessa (Hanson), trouxe."

E ela tem sua opinião até sobre as brasileiras. Hoje Camila Oliveira e Jhenny Andrade são as brasileiras que representam o Ultimate. Ambas tem o físico magro, como o das ring girls norte-americanas. "Eu não tenho um tipo preferido de corpo para mulheres, cada uma é bonita de uma forma. Entretanto, as brasileiras são conhecidas por suas lindas curvas, então seria legal que se abraçasse isso no ringue também", analisou.

A nova faceta: fisiculturista

Alisha Dander curte esportes desde garota. A canadense é fã de hóquei e futebol e conta que ia para a grama bater bola seriamente dos 12 aos 18 anos. Recentemente, com o maior cuidado que passou a ter com o corpo, esse aspecto foi chamando a atenção, até que um personal trainer e fisiculturista a convidou a competir.

"Eu conheci David Kimmerle, que é um treinador fantástico, e ele me inspirou a começar a treinar e fazer minha estreia em competições". Hoje Alisha já competiu duas vezes em competições de fitness e tem feito força para conciliar todos os seus trabalhos e seguir crescendo como fisiculturista.

Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo

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